# mortgagecalculator.siten.co — texto completo > O texto completo de todos os guias neste idioma, para que um motor de respostas possa ler o catálogo num só pedido. Nada aqui está ausente das páginas visíveis. ## Quanto Tempo Deve Ter um Empréstimo Habitação? O Compromisso do Prazo https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/quanto-tempo-dura-um-emprestimo-habitacao Atualizado a 2026-08-09 · Transferências e pagamentos extra - O prazo é o número mais importante do pedido e normalmente o menos considerado. - O alívio na prestação por cada década extra diminui, enquanto o custo dos juros por década aumenta — o compromisso torna-se desfavorável por volta dos trinta anos. - Um prazo longo com amortizações extra regulares comporta-se quase como um curto, mas permite-lhe parar num mês difícil. - Idade de reforma, limites regulatórios, LTV e disponibilidade do produto limitam o prazo que pode realmente escolher. - Cada renegociação é uma oportunidade gratuita para encurtar o prazo, mas quase toda a gente mantém o antigo. O prazo é o número mais importante do pedido e aquele a que se dá menos atenção. Normalmente, é herdado do valor pré-definido na calculadora. O compromisso é simples: um prazo mais longo reduz cada prestação mas aumenta bastante o total pago e, a partir de certo ponto, a prestação deixa de baixar de forma relevante enquanto o total continua a subir. ### Quanto custa cada década | 15 anos | 1.562 | 81.200 | 281.200 | | 20 anos | 1.299 | 111.700 | 311.700 | | 25 anos | 1.146 | 143.800 | 343.800 | | 30 anos | 1.049 | 177.700 | 377.700 | | 40 anos | 941 | 251.700 | 451.700 | 200.000 a 4,8%, ilustrativo. Leia a primeira e a terceira colunas em conjunto: passar de 25 para 30 anos poupa 97 por mês e custa mais 33.900 em juros. ### O retorno decrescente O alívio na prestação por cada década extra diminui, enquanto o custo dos juros por cada década extra aumenta. Esta é a essência da decisão e explica porque os prazos de quarenta anos servem para casos específicos e não como melhoria geral. - 15 → 20 anos: prestação desce 263, juros sobem 30.500. - 20 → 25 anos: prestação desce 153, juros sobem 32.100. - 25 → 30 anos: prestação desce 97, juros sobem 33.900. - 30 → 40 anos: prestação desce 108 em duas décadas, juros sobem 74.000. Por volta dos trinta anos, o compromisso torna-se claramente desfavorável na maioria dos mercados. A partir daí, está a comprar um pequeno alívio mensal por muito dinheiro. ### A resposta flexível Há um caminho intermédio que a maioria dos mutuários deve seguir: escolher o prazo mais longo e amortizar mais do que o obrigatório. Um prazo longo com amortizações regulares comporta-se quase como um prazo curto, com uma diferença crucial — pode parar num mês difícil, coisa que um prazo contratual curto não permite. | Prazo de 15 anos | Alta, contratual | Rápida | Nenhuma | | Prazo de 25 anos com amortizações extra | Mais baixa, contratual | Quase tão rápida | Alta | | Prazo de 25 anos, sem amortizações extra | Mais baixa | Lenta | Alta | | Prazo de 40 anos | A mais baixa | Muito lenta | Alta | A segunda linha é o cenário a procurar, desde que as amortizações extra aconteçam mesmo. Automatize-as e confirme que reduzem o prazo e não apenas a prestação. ### As restrições ao prazo - Idade de reforma. Os bancos querem geralmente que o prazo termine até à idade prevista de reforma, o que limita o prazo para quem tem mais idade. - Limites regulatórios. Em vários mercados há um prazo máximo ou regras mais apertadas acima de certo limite. - Acessibilidade ao contrário. Um prazo mais longo pode ser a única forma de passar o teste de esforço, o que é um uso legítimo. - Disponibilidade do produto. Os prazos mais longos não estão disponíveis em todos os produtos nem para todos os LTV. - Amortização obrigatória em mercados como a Suécia define na prática uma velocidade mínima de reembolso, independentemente do prazo nominal. ### Escolher, por ordem - Encontre o prazo mais curto cuja prestação conseguiria pagar confortavelmente a uma taxa três pontos acima da atual. - Veja se esse prazo está disponível para o seu LTV e dentro dos limites de idade do banco. - Se for desconfortável, escolha um prazo mais longo e comprometa-se com uma amortização extra automática. - Confirme que as amortizações extra reduzem o prazo e não apenas a prestação mensal. - Reveja a cada renegociação: encurtar o prazo nessa altura não custa nada e é fácil de esquecer. - Não prolongue o prazo para financiar outra coisa sem comparar o custo total. O passo cinco é onde está quase todo o benefício prático. Cada renegociação é uma oportunidade gratuita para encurtar o prazo, e quase toda a gente mantém o prazo antigo sem pensar nisso. Q: É melhor um empréstimo habitação a 15 ou a 30 anos? A: Um prazo mais curto custa muito menos no total mas exige uma prestação muito mais alta; um prazo mais longo é acessível mas caro. Para 200.000 a 4,8%, quinze anos custam cerca de 81.000 em juros e trinta anos cerca de 178.000. Para a maioria das famílias, a melhor resposta não é nenhum dos extremos: escolha o prazo mais longo para ter uma obrigação mensal mais baixa e depois faça amortizações extra regularmente. Assim, comporta-se quase como um prazo curto, mas permite-lhe parar num mês difícil. Q: Um empréstimo habitação a 40 anos é má ideia? A: É uma solução para um problema específico e não uma melhoria geral. A partir dos trinta anos, a prestação deixa de baixar de forma relevante enquanto o total de juros continua a subir muito — a última década de um prazo de quarenta anos dá-lhe pouco alívio mensal por muito dinheiro. Justifica-se quando é a única forma de comprar casa, mas deve vir com um plano para amortizar mais ou encurtar o prazo logo na primeira renegociação. Q: Posso encurtar o prazo do empréstimo mais tarde? A: Sim, e a renegociação é o momento natural para o fazer — não tem custos extra e é muito fácil de esquecer. A maioria das pessoas mantém o prazo restante sem pensar, por isso um empréstimo de vinte e cinco anos volta a ser de vinte e cinco anos ao fim de cinco. Também pode encurtar o prazo no produto atual fazendo amortizações extra, desde que o banco aplique o valor ao prazo e não apenas à prestação mensal, o que vale a pena pedir explicitamente. ## Amortizar o Crédito Habitação: O Que Realmente Poupa https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/amortizar-credito-habitacao Atualizado a 2026-08-09 · Transferências e pagamentos extra - Os juros incidem sobre o capital, por isso uma amortização poupa juros em todos os meses restantes — cedo é melhor do que tarde. - Reduzir o prazo poupa várias vezes mais do que reduzir a prestação, e muitos bancos aplicam a opção errada por defeito. - Confirme o limite sem penalização, o método de cálculo de juros e se tem dívidas mais caras. - Mantenha um fundo de emergência: o dinheiro pago ao crédito é difícil de recuperar. - Automatize. Uma amortização que exige decisão mensal falha num mês apertado e não volta a ser retomada. Amortizar é a decisão financeira de maior retorno e menor risco ao alcance da maioria das famílias, mas é discretamente prejudicada por uma opção padrão que quase ninguém verifica. Quando faz uma amortização, o banco pode reduzir o prazo ou a prestação mensal. A primeira opção poupa várias vezes mais do que a segunda. Muitos bancos aplicam a segunda por defeito e raramente o mencionam. ### Porque vale tanto uma amortização Os juros incidem sobre o capital em dívida, por isso, um valor abatido hoje é um valor sobre o qual nunca mais pagará juros, em todos os meses que restam. A poupança multiplica-se pelo tempo que falta, razão pela qual a mesma amortização feita no segundo ano vale várias vezes mais do que no vigésimo. | 100 por mês desde o início | Menos cerca de 4 anos de prazo, dezenas de milhares em juros poupados | | 200 por mês desde o início | Menos cerca de 7 anos, grande parte dos juros eliminados | | Um pagamento único de 10.000 no ano 2 | Menos cerca de 2 anos de prazo | | Os mesmos 10.000 no ano 20 | Uma pequena fração dessa poupança | | Nada | Prazo e juros totais | Valores indicativos para um crédito com prestação constante. O padrão — cedo e regular é melhor do que muito e tarde — é o que se mantém. ### Reduzir o prazo ou a prestação É esta a opção que faz a diferença e vale um telefonema. Reduzir o prazo mantém a prestação igual e termina o crédito mais cedo, onde está a grande poupança. Reduzir a prestação baixa o custo mensal mas deixa o prazo igual, poupando muito menos. - Reduzir o prazo: prestação mantém-se, crédito termina mais cedo, poupança grande. - Reduzir a prestação: custo mensal desce, prazo igual, poupança pequena. - Muitos bancos aplicam a redução da prestação por defeito e mudam se pedir. - Peça explicitamente, por escrito, e confirme no extrato anual seguinte. Se o orçamento familiar precisa mesmo da prestação mais baixa, aceitá-la é legítimo. Aceitá-la por engano não é. ### Antes de amortizar, confirme três pontos - O limite de amortização sem penalização. A maioria dos créditos com taxa fixa permite cerca de dez por cento do capital por ano sem penalização; acima disso aplica-se uma comissão de reembolso antecipado. - Se os juros são calculados diariamente ou mensalmente. Com cálculo diário a amortização começa a contar de imediato; com cálculo mensal espera pelo ciclo. - Se tem dívidas mais caras. Cartões de crédito e créditos pessoais quase sempre têm juros mais altos do que o crédito habitação, e devem ser prioridade. Há um quarto ponto menos matemático: mantenha um fundo de emergência. O dinheiro pago ao crédito é difícil de recuperar, e uma família sem liquidez mas com menos crédito não está necessariamente melhor. ### Amortizar ou investir? A comparação honesta é com um retorno sem risco, não com um retorno esperado. Amortizar o crédito habitação garante um retorno igual à taxa do crédito, isento de impostos na maioria dos casos. Investir para tentar superar esse retorno implica risco, e a diferença no retorno esperado é o preço desse risco. | Taxa do crédito alta face a retornos seguros | Amortizar | | Contribuição patronal para o fundo de pensões disponível | Pensões primeiro — o matching é retorno imediato | | Conta de investimento com benefícios fiscais por usar | Frequentemente investir, dependendo da taxa | | Sem fundo de emergência | Nenhum — construir a reserva primeiro | | Dívida de curto prazo cara em aberto | Liquidar essa dívida primeiro | | Aproximar-se da reforma com crédito habitação | Amortizar — crédito pago reduz a necessidade de rendimento | Há também um fator não financeiro que raramente se menciona: uma dívida menor é mais fácil de gerir. É um argumento legítimo na decisão. ### Como automatizar - Defina uma ordem permanente para a amortização em vez de decidir todos os meses. - Escolha um valor que não lhe custe manter — a consistência é mais importante do que o montante. - Aumente o valor quando liquidar uma dívida ou após um aumento, antes de o dinheiro ser absorvido. - Confirme no extrato anual que está a reduzir o prazo e não a prestação. - Revise o limite se estiver perto dos dez por cento do capital num ano. A razão para automatizar é comportamental, não financeira. Uma amortização que exige decisão mensal é uma amortização que falha num mês mais apertado e não volta a ser retomada. Q: Vale a pena amortizar o crédito habitação? A: Para a maioria das famílias, sim — garante um retorno igual à taxa do crédito, e como os juros incidem sobre o capital em dívida, um valor abatido hoje poupa juros em todos os meses que restam. Uma pequena amortização regular pode retirar vários anos a um prazo de vinte e cinco anos. Três pontos a confirmar: que a amortização está dentro do limite sem penalização, que não tem dívidas mais caras e que tem um fundo de emergência, pois o dinheiro pago ao crédito é difícil de recuperar. Q: A amortização deve reduzir o prazo ou a prestação mensal? A: O prazo, quase sempre — é aí que está a grande poupança. Reduzir o prazo mantém a prestação igual e termina o crédito mais cedo; reduzir a prestação baixa o custo mensal mas deixa o prazo igual e poupa muito menos. Muitos bancos aplicam a redução da prestação por defeito sem avisar, por isso peça explicitamente a redução do prazo e confirme no extrato anual seguinte se foi aplicada. Q: É melhor amortizar o crédito habitação ou investir o dinheiro? A: Compare com um retorno sem risco, não com um retorno esperado. Amortizar garante um retorno igual à taxa do crédito, isento de impostos na maioria dos casos; para superar esse retorno é preciso correr risco. O matching do fundo de pensões do empregador normalmente vem primeiro porque é um retorno imediato que nenhum investimento iguala. Se não tem fundo de emergência, nenhuma das opções vem primeiro — construa a reserva. E uma dívida menor é mais fácil de gerir, o que é um argumento legítimo e não apenas emocional. ## Quando Compensa Transferir o Crédito à Habitação: O Cálculo do Ponto de Equilíbrio https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/quando-compensa-transferir-credito-habitacao Atualizado a 2026-08-08 · Transferências e pagamentos extra - Um só cálculo decide: custo total da transferência dividido pela poupança mensal dá o ponto de equilíbrio em meses. - O caso mais forte é o fim do período fixo, quando a comissão já expirou e a taxa de referência está à espera. - Verifique o seu LTV atual — os pagamentos e a valorização podem tê-lo colocado noutro escalão sem se aperceber. - Reduzir a prestação alargando o prazo é um adiamento com juros, não uma poupança. - Peça primeiro a proposta de retenção ao banco atual e depois compare o custo total durante o novo período fixo. Há um cálculo e demora dois minutos. Some todos os custos da transferência. Divida pela poupança mensal. Esse é o número de meses que tem de ficar para valer a pena mudar. Tudo o resto — especulação sobre taxas, fidelidade ao banco, a sensação de que devia fazer algo — é ruído à volta dessa fração. ### O cálculo do ponto de equilíbrio Custo total da transferência, dividido pela poupança mensal, dá o ponto de equilíbrio em meses. Se for provável que mantenha o crédito bem para além desse prazo, transfira. Caso contrário, não o faça. | Comissão de reembolso antecipado do crédito atual | 1,800 | | Comissão de abertura do novo crédito | 995 | | Avaliação e custos legais | 400 | | Custo total | 3,195 | | Prestação atual | 1,420 | | Nova prestação | 1,255 | | Poupança mensal | 165 | | Ponto de equilíbrio | Cerca de 20 meses | Vinte meses é uma boa transferência se pretende ficar cinco anos e má se vai vender no próximo verão. É toda a decisão. ### Os quatro casos em que transferir normalmente compensa - O seu período fixo está a terminar. A taxa de referência é normalmente muito mais alta, a comissão de reembolso antecipado já expirou e não fazer nada é a opção mais cara. - O seu LTV passou para outro escalão. Os pagamentos e a valorização do imóvel podem tê-lo feito passar de 85 para menos de 80 por cento, o que representa um escalão de taxa genuinamente melhor para todo o saldo. - As taxas caíram significativamente desde que fixou e a comissão de saída é pequena ou já não existe. - A sua situação melhorou — dívida liquidada, rendimento comprovado de outra forma, um incidente de crédito negativo já antigo o suficiente para ter desaparecido. O segundo caso é o que quase ninguém verifica. Peça uma avaliação ou veja vendas semelhantes antes de assumir que o seu LTV é o mesmo da compra. ### Os quatro casos em que normalmente não compensa - Uma comissão de reembolso antecipado elevada com pouco tempo de taxa fixa restante. Espere que a comissão baixe ou expire; normalmente diminui anualmente. - Planeia mudar-se dentro do período de equilíbrio. Pergunte sobre a portabilidade do crédito. - A sua situação piorou — mudança de emprego, início de atividade independente, nova dívida. Uma transferência é um novo pedido de crédito e pode ser recusada. - A poupança é pequena e está a alargar o prazo para a obter. Não é uma poupança, é um adiamento com juros. O último caso merece atenção. Transferir para um novo prazo de vinte e cinco anos a uma taxa mais baixa pode reduzir a prestação e aumentar o custo total. Compare o custo total, não apenas o valor mensal. ### Transferir para libertar capital Pedir mais dinheiro sobre o imóvel para financiar outra coisa — obras, consolidar dívidas, uma compra grande — é uma decisão à parte que usa o mesmo mecanismo. Transforma dívida de curto prazo em dívida garantida de longo prazo, o que baixa a taxa de juro e prolonga muito o prazo de pagamento. - Consolidar um empréstimo a cinco anos num crédito à habitação a vinte pode sair mais caro no total, apesar da taxa mais baixa. - A dívida fica garantida pelo imóvel, o que muda as consequências de não pagar. - Pedir dinheiro para obras pode ser sensato se valoriza a casa ou é inevitável; confirme se o imóvel suporta o novo LTV. - Libertar capital reduz a sua almofada de capital próprio, o que importa se os preços caírem. A taxa mais baixa é real e o prazo mais longo também. Faça as contas aos dois totais antes de decidir e seja honesto sobre se o comportamento de consumo está a ser resolvido. ### O processo e quanto tempo demora - Comece três a seis meses antes do fim do seu período fixo — as propostas costumam ser válidas durante meses, por isso pedir cedo não tem custo. - Peça primeiro a proposta de retenção ao seu banco atual; costuma ser competitiva e exige quase nenhuma papelada. - Compare com o mercado aberto pelo custo total durante o novo período fixo, incluindo comissões. - Verifique o seu LTV atual, pois pode ter melhorado e passado para outro escalão. - Candidature-se, esperando uma avaliação completa: rendimentos, encargos e avaliação do imóvel. - Conclua antes de começar a taxa de referência, não depois. O segundo passo merece ser feito com atenção. Uma proposta de retenção evita toda a parte legal e a avaliação, e a conveniência tem valor real — mas é um ponto de partida, não uma resposta final. Q: Quando compensa transferir o crédito à habitação? A: Quando o custo total da transferência dividido pela poupança mensal dá um período de equilíbrio claramente mais curto do que o tempo que vai manter o crédito. Some a comissão de reembolso antecipado, a comissão de abertura, custos de avaliação e legais; divida pela poupança. Vinte meses é bom se vai ficar cinco anos e mau se vai vender no próximo ano. O caso mais forte é o fim do período fixo, quando a comissão já expirou e não fazer nada significa passar para uma taxa de referência muito mais alta. Q: Transferir o crédito prejudica o meu score de crédito? A: Causa uma descida temporária e não é um problema duradouro. Uma transferência é um novo pedido de crédito à habitação, por isso envolve uma consulta de crédito rigorosa e, por pouco tempo, uma nova conta a par da antiga. Ambos os efeitos desaparecem em poucos meses. O que importa é o timing: evite pedir outros créditos no mesmo período, pois vários pedidos em pouco tempo têm pior impacto do que um só. Q: Devo transferir para consolidar outras dívidas? A: Às vezes, e com cuidado. Passar um crédito pessoal para o crédito à habitação baixa a taxa de juro mas prolonga o pagamento por vinte anos ou mais, por isso o total pago pode aumentar mesmo com a taxa mais baixa — e a dívida fica garantida pelo imóvel, o que muda o que acontece se não conseguir pagar. Pode ser a decisão certa quando a alternativa é crédito caro de curto prazo, desde que compare o custo total e não apenas a prestação mensal, e trate a causa da dívida. ## Créditos Habitação para Primeira Compra: Os Apoios e as Armadilhas https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/creditos-habitacao-primeira-compra Atualizado a 2026-08-08 · Tipos de crédito à habitação - O obstáculo à primeira compra é o montante inicial — entrada mais impostos mais taxas — e não a prestação mensal. - Produtos alto LTV, garantias do Estado, benefícios fiscais, propriedade partilhada e fiadores têm todos custos específicos. - Entradas pequenas fazem o património crescer devagar, tornando uma queda modesta no preço um problema para transferir o crédito. - Compare sempre o produto com apoio com o produto simples no mesmo LTV; o apoio não é automaticamente mais barato. - Uma comparação honesta entre arrendar e comprar inclui manutenção, custos de transação e o tempo real de permanência. Todos os mercados têm mecanismos pensados para quem compra casa pela primeira vez, e todos resolvem o mesmo problema: o obstáculo é o valor de entrada e os impostos, não a prestação mensal. Também todos têm um custo, raramente visível à primeira vista. Normalmente, é uma taxa mais alta, um crescimento mais lento do património ou restrições ao que pode fazer no futuro. ### O que realmente impede a primeira compra Vale a pena nomear, porque os apoios são desenhados à volta disto. Para a maioria dos compradores pela primeira vez, a prestação mensal é comportável — muitas vezes mais baixa do que a renda que já pagam — e o obstáculo é o montante inicial: entrada, mais imposto de transmissão, mais taxas, tudo pago em dinheiro no mesmo dia. - A entrada, que aumenta à medida que os preços sobem, tornando a poupança um alvo móvel. - Impostos de compra, que têm de ser pagos a pronto e não podem ser financiados. - Taxas legais e bancárias, pequenas isoladamente mas que somam. - Mobiliário e reparações imediatas, que ninguém orçamenta mas todos pagam. - Em vários mercados, a taxa mais alta aplicada a empréstimos com alto rácio financiamento/valor, agravando a prestação precisamente quando a entrada é menor. ### Os tipos de apoio mais comuns | Produto alto LTV (95%) | Comprar com entrada reduzida | Faixa de taxa mais alta; património cresce devagar | | Garantia do Estado | Banco protegido, permitindo crédito alto LTV | Normalmente taxa mais elevada; regras de elegibilidade | | Redução ou isenção fiscal | Reduz o valor necessário na escritura | Limites de preço e condições de residência | | Propriedade partilhada | Compra uma parte, arrenda o resto | Renda mais encargos; revenda mais difícil | | Fiador ou entrada familiar | Rendimento ou poupança familiar reforça o pedido | Risco real transferido para o familiar | | Conta poupança bonificada | Bónus sobre o dinheiro poupado para entrada | Limites de contribuição e período de espera | Os apoios mudam frequentemente — são instrumentos de política e aparecem, apertam ou acabam com os orçamentos. Confirme sempre as regras atuais junto do organismo nacional, não apenas num artigo, incluindo este. ### As armadilhas, sem rodeios - As taxas para alto LTV são mesmo mais altas, e a diferença aplica-se a todo o empréstimo durante todo o período do produto. - Entradas pequenas fazem o património crescer devagar, por isso uma queda modesta no preço pode deixá-lo em situação de valor negativo e sem possibilidade de transferir o crédito. - Limites de preço nos benefícios fiscais e apoios distorcem a procura e podem empurrar compradores para o limite do teto. - Propriedade partilhada junta crédito, renda e encargos, e a revenda é frequentemente mais lenta e restrita. - Apoios com fiador transferem risco real para um familiar — muitas vezes a casa ou poupança dos pais. - Prémios de construção nova são relevantes porque muitos apoios só se aplicam a imóveis novos, que podem estar acima do valor de mercado de revenda. Nada disto torna os apoios errados. Apenas tornam a comparação uma comparação real, não apenas o folheto. ### O que fazer primeiro - Calcule o valor total necessário no seu mercado: entrada, imposto de transmissão, notário e taxas legais, comissões bancárias, mudança. - Veja em que faixa de LTV fica com a sua entrada realista e quanto custaria atingir a faixa seguinte. - Consulte as regras nacionais atuais junto do governo ou regulador, não apenas num artigo. - Peça uma simulação de capacidade a um intermediário antes de se apaixonar por uma casa. - Regularize dívidas de curto prazo e cartões não usados três a seis meses antes. - Compare o produto com apoio com o produto simples no mesmo LTV — por vezes o apoio não é o caminho mais barato. O passo seis é o mais frequentemente ignorado. Um apoio que custa meio ponto a mais do que um produto normal a 90 por cento só vale a pena se não conseguir chegar aos 90 por cento. ### A comparação com a renda, sem ilusões Comprar é muitas vezes comparado ao arrendar apenas pela prestação mensal, o que favorece a compra. Uma comparação honesta inclui o que o inquilino não paga: manutenção e reparações, seguro do imóvel, encargos de condomínio quando aplicável, custos de compra e futura venda repartidos pelo tempo real de permanência, e os juros, que são o custo do dinheiro e não um investimento no ativo. - A manutenção costuma ser orçamentada em cerca de um por cento do valor do imóvel por ano. - Custos de compra e venda juntos podem consumir vários anos de valorização. - A parte de capital da prestação é poupança; a parte de juros é custo, como a renda. - Ficar menos de cinco anos raramente compensa os custos de transação. - Ser proprietário elimina aumentos de renda, uma vantagem real a longo prazo que a comparação mensal esconde. O resumo honesto é que comprar normalmente compensa a longo prazo e frequentemente perde a curto, sendo os custos de transação o que define o ponto de equilíbrio. Q: De quanta entrada precisa um comprador pela primeira vez? A: Depende muito mais do mercado do que de ser comprador pela primeira vez. Existem produtos de cinco por cento no Reino Unido e noutros países, dez por cento é um mínimo prático comum, e nos Países Baixos ainda é possível financiar o valor total — enquanto Alemanha e Espanha esperam cerca de vinte por cento e ainda acrescentam custos de compra de cerca de dez por cento do valor. O número que importa é o total em dinheiro necessário na escritura, não apenas a percentagem da entrada. Q: Os apoios para compradores pela primeira vez valem a pena? A: Às vezes, e o teste é a comparação direta, não o folheto. Compare o produto com apoio com um produto normal no mesmo rácio financiamento/valor. Se conseguir aceder ao produto normal com a entrada que tem, o apoio frequentemente custa mais em taxa do que poupa noutros aspetos. Se o apoio for o que torna a compra possível, é outra questão — mas verifique as restrições à revenda, os limites de preço e, na propriedade partilhada, a renda e encargos além do crédito. Q: É melhor arrendar ou comprar? A: A longo prazo comprar normalmente compensa, a curto prazo frequentemente não, e os custos de transação decidem o ponto de equilíbrio. Uma comparação honesta inclui o que o inquilino não paga: manutenção de cerca de um por cento do valor por ano, seguro do imóvel, encargos de condomínio, custos de compra e venda repartidos pelo tempo real de permanência. Ficar menos de cinco anos raramente compensa esses custos. A verdadeira vantagem de ser proprietário é que a prestação deixa de subir, ao contrário da renda. ## Créditos à Habitação no Mundo: Porque o Aconselhamento Não se Traduz https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/tipos-de-credito-habitacao-por-pais Atualizado a 2026-08-08 · Tipos de crédito à habitação - O crédito à habitação americano padrão — trinta anos fixo, reembolso antecipado gratuito — praticamente não existe noutros mercados. - Quatro coisas variam: duração da taxa fixa, penalização do reembolso antecipado, dinheiro necessário e o que o Estado acrescenta. - Impostos e taxas de aquisição são a maior surpresa: podem ultrapassar toda a entrada britânica na Alemanha ou Espanha. - Os Estados acrescentam benefícios fiscais, amortização obrigatória, limites de DTI e seguro obrigatório, tudo isto altera o custo real. - Se comprar no estrangeiro, alinhe a moeda do empréstimo com a do rendimento e peça aconselhamento regulado no país do imóvel. A maioria dos conselhos sobre créditos à habitação na internet é americana, mas a maioria dos leitores não o é. Isso seria inofensivo se os produtos fossem semelhantes. Não são: o crédito americano padrão — trinta anos, taxa fixa durante todo o prazo, reembolsável antecipadamente sem penalização — praticamente não existe noutros mercados, e partir desse exemplo leva a conclusões erradas e seguras em todo o lado. Eis o que realmente varia e porque importa quando se comparam mercados internacionais. ### Quatro coisas que diferem - Por quanto tempo a taxa é fixa, que pode ir do prazo total até dois anos. - Se o reembolso antecipado é gratuito, algo normal em alguns mercados e penalizado noutros. - Quanto do preço tem de ser pago em dinheiro, incluindo impostos e entrada inicial. - O que o Estado acrescenta — exigências de seguros, benefícios fiscais, regras de amortização e apoios a compradores pela primeira vez. Qualquer um destes factores pode ser mais relevante do que uma diferença na taxa anunciada. Comparar taxas entre países sem considerar isto é comparar nada. ### Fixação da taxa por mercado | Estados Unidos | 30 anos | 30 anos | Normalmente gratuito | | França | Prazo total | 20–25 anos | Penalização máxima por lei | | Países Baixos | 10–30 anos | 30 anos | Livre dentro de limites | | Alemanha | 10–15 anos | 25–35 anos | Penalização durante o período fixo | | Reino Unido | 2–5 anos | 25–40 anos | Penalização durante o fixo, livre depois | | Suécia | 3 meses – 5 anos | Até 50 anos | Penalização nas partes fixas | | Espanha, Portugal, Itália | Misto entre fixa e variável | 25–40 anos | Limitada por regras da UE | | Polónia | Fixações curtas ou variável | 25–35 anos | Penalização limitada | | Índia, Turquia | Variável; cotação mensal na Turquia | 10–30 anos | Varia | Veja as segunda e terceira colunas em conjunto. Um mutuário britânico com taxa fixa a cinco anos num prazo de trinta enfrenta o mercado cinco ou seis vezes; um francês com taxa fixa para todo o prazo só uma vez. ### Dinheiro necessário: a maior surpresa A entrada inicial é só uma parte. Impostos de transação e taxas legais variam imenso e quase nunca são financiáveis, por isso o valor em dinheiro necessário na escritura pode ser cinco vezes maior entre mercados para o mesmo preço. | Países Baixos | 0–10% | 2–4% | Baixo | | Reino Unido | 10% | 2–4% | Moderado | | Estados Unidos | 20% (ou muito menos em alguns programas) | 3–5% | Moderado | | Portugal | 10% | 6–8% | Alto | | Espanha | 20% | 10–12% | Alto | | Alemanha | 20% | 9–12% | Muito alto | | Itália | 20% | 5–8% | Alto | Intervalos indicativos que variam por região e imóvel. Os valores da Alemanha e Espanha são os que mais surpreendem compradores internacionais: só os custos de aquisição podem ultrapassar a entrada britânica. ### O que o Estado acrescenta - Benefício fiscal sobre juros do crédito — o caso mais conhecido é o dos Países Baixos, onde reduz substancialmente o custo líquido dos juros. - Amortização obrigatória — a Suécia exige reembolso mínimo de capital proporcional ao LTV, o que aumenta diretamente o valor mensal. - Limites regulatórios de DTI — em França, o serviço total da dívida está limitado a cerca de 35 por cento, incluindo seguro. - Seguro obrigatório para o mutuário, incluído na proposta em França e noutros mercados. - Apoios a compradores pela primeira vez — garantias, taxas subsidiadas ou reduções fiscais, que aparecem e desaparecem conforme a política. - Impostos de transmissão definidos regionalmente, que variam dentro do mesmo país em Espanha, Alemanha e Índia. O último ponto merece destaque: em vários países, a resposta à pergunta sobre o imposto de aquisição é depende da região, razão pela qual os nossos valores padrão por mercado são indicativos. ### Se vai comprar no estrangeiro - Descubra primeiro o valor em dinheiro necessário: entrada mais impostos mais taxas, nesse mercado, para não residentes. - Verifique se os não residentes têm de dar uma entrada maior — normalmente sim. - Confirme em que moeda recebe o rendimento e em que moeda é o empréstimo; um desfasamento é um risco real, não um detalhe. - Veja se o reembolso antecipado é penalizado, pois os planos de saída são ainda mais importantes no estrangeiro. - Peça aconselhamento a alguém regulado no país onde está o imóvel, não onde vive. - Não assuma que nada se transfere do seu mercado de origem — nem sequer o significado da palavra fixa. A questão da moeda é a que historicamente causou mais problemas. Um empréstimo numa moeda em que não recebe salário acrescenta risco cambial a um compromisso de vinte e cinco anos. Q: Porque é que os créditos à habitação são tão diferentes entre países? A: Porque são moldados pela lei nacional, política fiscal e estrutura bancária, não por uma norma internacional. Se a taxa pode ser fixa por trinta anos depende de como os bancos se financiam; se o reembolso antecipado é gratuito depende da lei; o dinheiro necessário depende de impostos de transmissão definidos a nível nacional ou regional; e os Estados acrescentam camadas próprias com benefícios fiscais, exigências de seguro e regras de amortização. O resultado é que a mesma expressão — crédito à habitação de taxa fixa — descreve produtos muito diferentes em mercados distintos. Q: Que país tem as melhores condições de crédito à habitação? A: Não há uma resposta única, porque os vários fatores compensam-se entre si. Os Estados Unidos oferecem taxas fixas a trinta anos com reembolso antecipado gratuito, o que é invulgarmente favorável ao mutuário quanto ao risco de taxa. Os Países Baixos oferecem taxas fixas longas, empréstimos de alto LTV e benefício fiscal sobre juros, mas os preços das casas são elevados. A Alemanha oferece taxas fixas longas e preços estáveis, mas custos de aquisição muito altos. A Suécia oferece prazos longos, mas exige amortização obrigatória. A comparação certa é o dinheiro total necessário mais o custo total ao longo do seu horizonte realista. Q: Posso obter crédito à habitação num país onde não resido? A: Muitas vezes sim, mas com uma entrada maior — os não residentes normalmente enfrentam exigências dez a vinte pontos percentuais acima — e um processo mais demorado. Duas coisas importam mais do que a taxa. Primeiro, se a moeda do seu rendimento coincide com a do empréstimo, pois um desfasamento acrescenta risco cambial a um compromisso de décadas. Segundo, se o reembolso antecipado é penalizado, já que os planos mudam mais facilmente quando o imóvel é no estrangeiro. Peça aconselhamento a alguém regulado onde está o imóvel. ## Amortização ou Só Juros? O Que Deve no Final https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/amortizacao-vs-somente-juros-o-que-deve-no-fim Atualizado a 2026-08-07 · Tipos de crédito à habitação - Só juros não reduz o saldo: no fim do prazo deve exatamente o que pediu emprestado. - Como paga juros sobre o saldo total sempre, um crédito só com juros custa muito mais no total. - Serve para arrendamento, veículos de reembolso comprovados e redução de casa — não para tornar uma casa cara acessível. - A opção mista dá quase todo o alívio na prestação com saldo final limitado e é pouco usada. - Se não há resposta concreta sobre como pagar o capital, o produto não é adequado. A diferença não é subtil e é frequentemente mal explicada como uma questão de prestação mensal. Um crédito à habitação com amortização liquida o empréstimo ao longo do prazo. Um crédito só com juros não reduz o saldo — ao fim de vinte e cinco anos, deve exatamente o que pediu emprestado no primeiro dia. Isto não é automaticamente uma má opção. Torna-se má se não houver um plano credível para pagar o saldo, que foi o que correu mal em larga escala em vários mercados. ### As duas estruturas lado a lado | Prestação mensal | Mais alta | Mais baixa | | Saldo após 10 anos | Reduzido substancialmente | Inalterado | | Saldo no fim do prazo | Zero | O valor total inicial | | Juros totais pagos | Mais baixos | Mais altos — paga juros sobre o saldo total sempre | | Para quem serve | Quase todos os compradores de casa | Casos específicos com plano de reembolso | | Principal risco | Valor da prestação | Não ter forma de pagar o capital | A linha dos juros totais é a que passa despercebida. Como o saldo nunca desce, paga juros sobre o valor total todos os meses durante todo o prazo — um crédito só com juros custa mais no total, apesar de ser mais barato mensalmente. ### A matemática Pedir 200.000 a 4,8% durante 25 anos. Com amortização, a prestação mensal é cerca de 1.146 e os juros totais rondam os 143.800; no fim, a casa é sua. Com só juros, paga 800 — apenas os juros —, os juros totais são 240.000 e, no fim, continua a dever os 200.000. - Poupança mensal em só juros: cerca de 346, ou trinta por cento da prestação. - Juros totais extra: cerca de 96.000 ao longo do prazo. - Saldo em dívida no fim: 200.000, que terá de vir de algum lado. - A poupança é real e o custo chega todo de uma vez, vinte e cinco anos depois. ### Para quem serve realmente o só juros Existem casos legítimos, e todos têm um ponto em comum: um plano credível e comprovado para pagar o capital, sem depender de esperança. - Investidores para arrendamento, onde a renda cobre os juros e o imóvel será vendido ou refinanciado. - Mutuários com um verdadeiro veículo de reembolso — uma carteira de investimentos, um montante de reforma, uma apólice a vencer — que o banco irá avaliar. - Mutuários que planeiam reduzir de casa, com capital próprio suficiente para cobrir claramente o saldo na venda. - Rendimentos muito altos ou irregulares, onde o capital é pago em tranches avultadas e espaçadas. - Situações de ponte de curto prazo, onde o empréstimo é explicitamente temporário. Repare no que não está nesta lista: tornar uma casa cara acessível. Foi esse o uso que originou os escândalos de vendas abusivas, e por isso, em mercados regulados, os bancos agora exigem prova do plano de reembolso na candidatura. ### A opção mista (parte amortização, parte só juros) Dividir o empréstimo — parte amortização, parte só juros — existe em vários mercados e é pouco usada. Reduz a prestação face à amortização total, garantindo que uma parte definida da dívida é liquidada, independentemente do que acontecer ao plano para o restante. | Amortização total | Cerca de 1.146 | 0 | | 75% amortização, 25% só juros | Cerca de 1.059 | 50.000 | | 50/50 | Cerca de 973 | 100.000 | | Só juros | 800 | 200.000 | Exemplo ilustrativo, 4,8% a 25 anos. As linhas do meio são o compromisso honesto: alívio real na prestação, exposição limitada no fim do prazo. ### Perguntas a fazer antes de escolher só juros - O que paga exatamente o capital, e o que acontece se não render o esperado? - O banco aceita esse veículo como prova e com que frequência será revisto? - Qual o total de juros ao longo do prazo, comparando com amortização? - Pode mudar para amortização mais tarde e quanto ficaria a prestação? - Se o plano é vender, que queda nos preços das casas o inviabilizaria? - A opção mista não daria quase o mesmo alívio com muito menos risco? Se a primeira pergunta não tem resposta concreta, o produto não é adequado, por muito atrativa que pareça a prestação mensal. Q: Qual é a diferença entre amortização e só juros? A: Num crédito à habitação com amortização, cada prestação cobre os juros e reduz o capital, pelo que no fim não deve nada. Num crédito só com juros, paga apenas os juros, o saldo nunca desce — no fim do prazo, deve exatamente o que pediu emprestado e tem de pagar tudo de uma vez. A prestação mensal é mais baixa, mas os juros totais são muito mais altos, porque paga juros sobre o saldo total durante todo o prazo. Q: Um crédito só com juros é má ideia? A: Não necessariamente — só é má ideia se não houver um plano credível para pagar o capital. Funciona para investidores em arrendamento que planeiam vender ou refinanciar, para mutuários com um veículo de reembolso comprovado como uma carteira de investimentos ou um montante de reforma, e para quem planeia reduzir de casa com capital próprio significativo. Falha quando é usado apenas para tornar uma casa cara acessível, o que originou problemas de vendas abusivas em vários mercados e levou os bancos a exigir prova do plano de reembolso. Q: Posso mudar de só juros para amortização? A: Normalmente sim, e a maioria dos bancos aceita porque reduz o risco para eles. A prestação sobe bastante, e quanto mais tarde mudar, maior é o aumento, pois o capital tem de ser pago em menos anos. Alguns bancos permitem uma mudança parcial — converter parte do saldo para amortização —, o que é uma solução intermédia prática se a prestação total for demasiado pesada. ## Endividamento vs Rendimento: A Taxa Que Decide Mais Do Que o Salário https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/taxa-endividamento-rendimento-explicada Atualizado a 2026-08-07 · Acessibilidade e entrada - A DTI é a soma dos pagamentos mensais de dívida sobre o rendimento bruto mensal, incluindo o crédito à habitação que está a pedir. - Em vários mercados é um limite regulatório e não apenas uma orientação, por isso um apelo com base na capacidade de pagar não resulta. - Limites de cartões de crédito não usados e garantias em dívidas de terceiros são os dois fatores que mais surpreendem. - Liquidar o crédito a prestações mais pequeno altera mais a taxa do que amortizar parcialmente um maior. - Prolongar o prazo melhora a taxa ao tornar o empréstimo mais caro no total — um verdadeiro compromisso, não um truque. O salário chama a atenção, mas é a taxa de endividamento que decide. É uma única fração — os seus pagamentos mensais de dívida sobre o rendimento bruto mensal — e, em vários mercados, não é apenas uma orientação, mas sim um limite regulatório que o banco não pode ultrapassar. O útil numa taxa é que tem dois lados. A maioria tenta mexer no que é mais difícil de alterar. ### O cálculo Some todos os pagamentos mensais de dívida, incluindo a prestação do crédito à habitação pretendido. Divida pelo rendimento bruto mensal. Essa é a taxa. Em alguns mercados, usa-se uma versão só para habitação — apenas custos de casa — a par do total, e o valor só para habitação costuma ter um limite mais baixo. - Numerador: prestação do crédito à habitação pretendido, mais outros empréstimos, financiamento automóvel, mínimos de cartões de crédito, prestações de crédito estudantil e obrigações de pensão de alimentos. - Denominador: rendimento bruto mensal, antes de impostos, com componentes irregulares a serem médias ou descontadas. - Taxa só para habitação: apenas custos de casa sobre rendimento, onde o mercado a utiliza. - Taxa global: todas as dívidas sobre rendimento — normalmente chamada DTI. A prestação do crédito à habitação pretendido entra no numerador, o que faz disto uma restrição e não apenas uma descrição: quanto mais quiser pedir emprestado, pior fica a sua própria taxa. ### Onde estão os limites | Estados Unidos | 43% típico, pode ser mais com fatores compensatórios | Regras variam conforme o tipo de empréstimo | | França | 35% incluindo seguro do mutuário | Limite regulatório com quota de exceção limitada | | Reino Unido | Sem limite fixo de DTI; múltiplo de rendimento mais teste de esforço | Limites de rácio rendimento/empréstimo aplicam-se ao portefólio | | Países Baixos, países nórdicos | Normas baseadas no rendimento mais regras de amortização | Definidas pelo regulador, atualizadas periodicamente | | Índia | Normalmente entre 40–50% | Varia conforme o banco e o nível de rendimento | Quando é o regulador a definir o limite, o banco realmente não pode emprestar acima desse valor para a maioria dos clientes — por isso é que um apelo com base na sua capacidade de pagar não resulta. ### O que conta como dívida - Todos os pagamentos de empréstimos a prestações: financiamento automóvel, créditos pessoais, crédito para mobiliário. - Pagamentos mínimos de cartões de crédito — e, nalguns bancos, uma percentagem do limite mesmo com saldo zero. - Pagamentos de crédito estudantil quando são contratuais e não dependentes do rendimento. - Obrigações de pensão de alimentos e apoio a filhos. - Garantias que deu sobre empréstimos de terceiros. - Compromissos de compra agora e pague depois, cada vez mais visíveis nos relatórios de crédito. Dois destes surpreendem sempre: um limite de cartão de crédito não usado e ser fiador de um familiar. Ambos podem ser removidos rapidamente se souber onde procurar. ### Como alterar a taxa Ambos os lados podem mexer, mas a velocidades muito diferentes. Reduzir o numerador é rápido e está ao seu alcance; aumentar o denominador normalmente não está. - Liquide o empréstimo a prestações mais pequeno — elimina todo o pagamento mensal, que é o que conta para a taxa. - Reduza ou feche limites de cartões de crédito não usados, com antecedência de alguns meses para atualizar o relatório. - Evite contrair novos créditos nos seis meses antes do pedido, incluindo contratos de telemóvel financiados como crédito. - Considere um prazo de crédito à habitação mais longo: reduz a prestação mensal e, por isso, a taxa, mas implica mais juros totais. - Aumente a entrada inicial, o que reduz o empréstimo e a prestação em simultâneo. - Se o rendimento for conjunto, veja se pedir sozinho altera qual o limite que se aplica. O quarto passo é um verdadeiro compromisso e não um truque. Melhora a taxa tornando o empréstimo mais caro no total, e só faz sentido se a alternativa for não comprar. ### Porque é que os bancos usam esta taxa É o melhor indicador isolado de se as prestações vão mesmo ser pagas. O rendimento mostra o que entra; a DTI mostra o que já está comprometido. Um agregado familiar que gasta metade do rendimento bruto em dívidas tem pouca margem para uma subida de taxa, uma avaria ou um mês sem trabalho — e tanto bancos como reguladores aprenderam em 2008 o que acontece quando essa folga desaparece em massa. Vale a pena adotar esta perspetiva em vez de resistir. A taxa não é um obstáculo entre si e uma casa; é uma medida aproximada da folga financeira do agregado, e vale a pena conhecer o seu próprio valor independentemente do que o banco diga. Q: Qual é uma boa taxa de endividamento para crédito à habitação? A: Abaixo de cerca de 35 por cento, incluindo o crédito à habitação pretendido, é confortável quase em todo o lado; abaixo de 43 por cento é o limite habitual nos Estados Unidos; em França aplica-se um limite regulatório de cerca de 35 por cento, incluindo o seguro do mutuário. Quanto mais baixa, melhor — aumenta a escolha de bancos e melhora a taxa de juro a que pode aceder. O valor inclui o crédito que está a pedir, por isso quanto mais pedir, pior fica a sua própria taxa. Q: O que conta como dívida no cálculo da DTI? A: Todos os pagamentos mensais contratuais: créditos a prestações, financiamento automóvel, mínimos de cartões de crédito, prestações contratuais de crédito estudantil, pensão de alimentos e qualquer empréstimo de terceiros por si garantido. Alguns bancos também consideram uma percentagem do limite de cartões de crédito não usados como dívida potencial. Os dois que mais apanham as pessoas são precisamente esses — um cartão antigo com limite alto e saldo zero, e ser fiador de um familiar. Q: Como posso melhorar rapidamente a minha taxa de endividamento? A: Atue sobre o numerador, que é o lado que controla. Liquidar o crédito a prestações mais pequeno elimina todo o pagamento mensal, que é o que conta para a taxa — pagar metade de um maior ajuda muito menos. Feche ou reduza limites de cartões de crédito não usados, dando alguns meses para atualizar o relatório de crédito. Evite contrair novos créditos nos seis meses antes do pedido. Prolongar o prazo do crédito à habitação também reduz a taxa, mas com um custo real em juros totais. ## Entrada e LTV: Porque os Escalões Importam Mais do que o Valor https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/entrada-e-ltv-por-que-os-escaloes-importam-mais-que-o-montante Atualizado a 2026-08-07 · Acessibilidade e entrada - A entrada faz duas coisas distintas: reduz o empréstimo de forma linear e pode colocá-lo num escalão de LTV melhor por salto. - Os limites mais comuns são 90, 80, 75 e 60 por cento; ficar mesmo antes de um é o erro mais evitável numa compra. - Acima de cerca de 80 por cento, aplica-se seguro hipotecário em vários mercados — um custo mensal real sem benefício para o cliente. - Os bancos verificam a origem da entrada, e uma entrada oferecida precisa de carta assinada preparada com antecedência. - Impostos e taxas de compra são dinheiro à parte da entrada e normalmente não podem ser financiados. A entrada faz duas coisas, e só uma delas é óbvia. Reduz o valor que pede emprestado, o que reduz a prestação de forma proporcional. E coloca-o noutro escalão de loan-to-value, o que altera a taxa oferecida para todo o empréstimo. O segundo efeito não é gradual, mas sim por saltos, e é isso que o torna aproveitável: um pequeno valor extra que ultrapasse um limite pode valer muito mais do que um valor maior que não o faça. ### Como funcionam os escalões Os bancos não definem preços de forma contínua. Publicam uma gama de produtos com taxas para escalões de LTV, e os limites mais comuns concentram-se em valores reconhecíveis. Estar nos 80,4 por cento ou nos 79,9 por cento é quase o mesmo empréstimo, mas frequentemente não tem a mesma taxa. | 95% | 5% | Taxas mais altas, escolha de produtos limitada | | 90% | 10% | Bem melhor do que 95% | | 85% | 15% | Ainda melhor | | 80% | 20% | Limite importante; elimina seguro hipotecário em alguns mercados | | 75% | 25% | Perto das melhores taxas | | 60% ou menos | 40%+ | Melhores taxas disponíveis | Os limites exatos variam conforme o banco e o mercado, mas 90, 80, 75 e 60 aparecem quase sempre. Peça ao seu banco ou intermediário os escalões específicos antes de decidir quanto dar de entrada. ### Os dois mecanismos, separados Vale a pena ver lado a lado, porque são frequentemente confundidos e têm efeitos diferentes. Acrescentar entrada reduz sempre o empréstimo. Só por vezes altera a taxa — mas quando o faz, o efeito aplica-se a todo o saldo durante o período do produto. - Reduzir o empréstimo é linear: 10.000 a menos emprestados são cerca de 55 a menos por mês a 5% em 25 anos. - Ultrapassar um escalão é um salto: pode baixar a taxa de todo o empréstimo em um quarto ou meio ponto. - Num empréstimo de 250.000, meio ponto são cerca de 70 por mês — por uma alteração na entrada que pode ter sido de 5.000. - Abaixo do limite, entrada adicional só faz o efeito linear até ao próximo escalão. Regra prática: descubra onde está o próximo escalão antes de decidir quanto dar de entrada. Ficar mesmo antes de um é o erro evitável mais comum numa compra. ### Seguro hipotecário e o limite dos 80 por cento Em vários mercados, pedir acima de um certo limite — normalmente 80 por cento — exige um seguro que protege o banco e é pago pelo cliente. É um custo mensal real sem benefício para si, e normalmente desaparece quando o saldo baixa abaixo do limite, embora o mecanismo varie. - Nos Estados Unidos, o seguro hipotecário privado aplica-se acima de 80 por cento de LTV em empréstimos convencionais. - Normalmente pode ser cancelado quando o saldo baixa abaixo do limite, mas o processo varia e nem sempre é automático. - Vários mercados europeus usam um equivalente pago pelo banco, que aparece na taxa em vez de linha separada. - O nosso simulador adiciona-o automaticamente nos mercados onde se aplica, porque omiti-lo subestima bastante a prestação. Se está perto do limite, este é o argumento mais forte para procurar uma entrada extra — está a eliminar um custo, não só a reduzir o saldo. ### De onde vem a entrada Os bancos verificam a origem da entrada como rotina, e a resposta muda o que lhe será pedido. Ofertas, em particular, exigem documentação que raramente está pronta. | Poupanças | Sim | Extratos que mostrem acumulação | | Oferta de família | Sim | Carta assinada a confirmar que é oferta, não empréstimo | | Venda de imóvel anterior | Sim | Documento de escritura | | Herança | Sim | Documentos de habilitação de herdeiros | | Empréstimo pessoal | Quase nunca | Seria contado como dívida na mesma | | Criptomoeda | Às vezes | Registo completo das transações; vários bancos recusam | Prepare a carta de oferta cedo. É um documento de cinco minutos que atrasa regularmente escrituras uma semana porque ninguém a pediu até o analista o exigir. ### A entrada não é o único dinheiro de que precisa Em muitos mercados, os impostos e taxas de compra são maiores do que as pessoas preveem e não podem ser financiados. Na Alemanha, normalmente somam quase um décimo do preço; em Espanha e Portugal, só o imposto de transmissão pode ser de seis a oito por cento. Esse dinheiro tem de estar disponível no dia da escritura, além da entrada. - Imposto de compra ou transmissão — a maior fatia na maioria dos mercados europeus. - Custos de notário e registo, obrigatórios em vários países. - Comissão de agência, paga pelo comprador em alguns mercados. - Taxas bancárias e legais. - Custos de mudança e reparações imediatas, que ninguém planeia. O nosso simulador por mercado soma estes valores ao total de dinheiro necessário exatamente por este motivo. Uma entrada que não deixa nada para o imposto de transmissão não compra casa. Q: Qual é uma boa entrada para um crédito à habitação? A: O suficiente para ultrapassar o próximo escalão de loan-to-value, que é um objetivo mais útil do que uma percentagem redonda. As taxas são definidas por escalões — normalmente nos 90, 80, 75 e 60 por cento — por isso um pequeno valor extra que o leve de pouco acima para pouco abaixo de um limite pode baixar a taxa de todo o empréstimo, enquanto um valor bem maior que não ultrapasse um só reduz o saldo. Vinte por cento é o limite mais importante, porque também elimina o seguro hipotecário nos mercados onde existe. Q: O que significa LTV? A: Loan to value: o empréstimo expresso como percentagem do valor do imóvel. Um empréstimo de 250.000 para um imóvel de 300.000 dá um LTV de cerca de 83 por cento. É o principal critério de preço usado pelo banco, porque mede quanto do seu dinheiro está em risco se os preços caírem, e determina se se aplica seguro hipotecário. É também o número que decide se uma queda de preços o deixa em situação de valor negativo. Q: Posso usar uma entrada oferecida? A: Na maioria dos mercados sim, desde que seja realmente uma oferta e não um empréstimo. Os bancos exigem uma carta assinada pelo doador a confirmar que o dinheiro é uma oferta, que não se espera reembolso e que não mantém qualquer interesse no imóvel; também vão verificar a identidade do doador e a origem dos fundos. Peça essa carta cedo — é um documento curto que atrasa regularmente escrituras porque ninguém o prepara até o analista pedir. ## Quanto Posso Pedir Emprestado? O Que o Banco Realmente Calcula https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/quanto-posso-pedir-emprestado Atualizado a 2026-08-06 · Acessibilidade e entrada - Os bancos aplicam um multiplicador de rendimento, um limite de taxa de esforço, uma avaliação completa de solvabilidade e um limite LTV, e depois apresentam o valor mais baixo. - O teste de stress verifica a prestação com uma taxa dois a três pontos acima da oferecida, razão pela qual prestações que parecem comportáveis podem ser recusadas. - Bónus, horas extra, trabalho independente e rendas são considerados apenas parcialmente ou em média; salários iguais resultam em propostas diferentes. - Pagamentos de dívidas existentes são o maior redutor — liquidar um crédito automóvel pode aumentar o valor em dezenas de milhares. - Melhorar o valor possível depende sobretudo de provas e de tempo, ao longo de três a seis meses e não numa semana. Toda a gente faz esta pergunta como se houvesse uma resposta única. Não há, porque os bancos aplicam três testes distintos e o que realmente conta muda de pessoa para pessoa. Duas pessoas com salários idênticos recebem frequentemente propostas com milhares de euros de diferença, e a razão quase nunca é o salário. É um crédito automóvel, um teste de stress ou a forma como o rendimento é comprovado. ### Os três testes O banco aplica todos estes testes e apresenta o resultado mais baixo. Saber qual deles é o que limita o seu caso diz-lhe o que realmente mudaria o valor. - Multiplicador de rendimento. Um limite ao valor do empréstimo como múltiplo do rendimento anual bruto — normalmente entre quatro e quatro vezes e meia, com pouca margem acima disso. - Taxa de esforço. Pagamentos mensais totais de dívidas como percentagem do rendimento mensal bruto, limitados por regulação em vários mercados. - Avaliação de solvabilidade. Um orçamento completo: rendimento menos despesas fixas, custos essenciais e dependentes, testado face à prestação. - Rácio empréstimo/valor (LTV). Um limite separado baseado no imóvel, não no cliente — restringe o valor do empréstimo independentemente do rendimento. Se o multiplicador for o limite, precisa de mais rendimento. Se for a taxa de esforço, liquidar um empréstimo ajuda imenso. Se for a solvabilidade, reduzir despesas regulares faz diferença. Não são intercambiáveis. ### O teste de stress A prestação que conta não é a do spread oferecido. Os reguladores na maioria dos mercados exigem que os bancos verifiquem se o cliente conseguiria pagar com uma taxa significativamente mais alta — normalmente dois a três pontos percentuais acima, ou acima da taxa de referência. Por isso é que uma prestação que claramente consegue pagar pode ser recusada. | 150,000 | 834 | 1,109 | +33% | | 250,000 | 1,389 | 1,848 | +33% | | 350,000 | 1,945 | 2,587 | +33% | | 500,000 | 2,779 | 3,696 | +33% | Exemplo ilustrativo, prazo de 25 anos. O aumento do teste de stress é cerca de um terço nestes níveis, e aplica-se à prestação que tem de demonstrar conseguir pagar — não à que irá efetivamente pagar. ### O que conta como rendimento e o que não conta | Salário base | Na totalidade | O caso simples | | Horas extra regulares | Parcialmente, muitas vezes 50% | Requer histórico | | Bónus | Parcialmente, média | Normalmente exige prova de dois a três anos | | Lucro de trabalho independente | Sim | Dois a três anos de contas; média ou o ano mais baixo | | Rendimento de arrendamento | Parcialmente | Frequentemente descontado por períodos vazios e custos | | Subsídios e apoios | Varia muito | Depende muito do banco | | Segundo emprego | Frequentemente, com histórico | Tem de parecer duradouro | É aqui que dois salários iguais divergem. Um salário do mesmo valor pago como base e outro como base mais bónus resultam em propostas muito diferentes. ### O que reduz o valor - Pagamentos de dívidas existentes — um crédito automóvel é o caso clássico, e liquidar um pode aumentar o valor do empréstimo em múltiplos do saldo. - Limites de cartões de crédito, que alguns bancos contam como dívida potencial mesmo com saldo zero. - Dependentes, que aumentam as despesas essenciais assumidas. - Despesas regulares fixas visíveis nos extratos — subscrições, creches, pensões de alimentos. - Poucos anos de trabalho até à reforma, se o prazo do empréstimo ultrapassar a idade da reforma. - Rendimento irregular, que é descontado antes de ser considerado. Vale a pena reforçar o ponto do crédito automóvel porque é sistematicamente subestimado: uma prestação mensal de algumas centenas pode reduzir a capacidade de empréstimo em dezenas de milhares. ### Como melhorar o valor possível - Liquidar ou reduzir dívidas de curto prazo vários meses antes de pedir o empréstimo, não na semana anterior. - Reduzir limites de cartões de crédito que não utiliza. - Manter três a seis meses de extratos limpos: é este o período que o analista vai ler. - Aumentar a entrada, se possível, o que baixa o LTV e o valor do empréstimo. - Evitar mudar de emprego antes do pedido, ou pedir depois de passar o período experimental. - Ter toda a documentação pronta — recibos de vencimento, contas, declarações fiscais — antes de pedir, não depois de ser solicitado. Nada disto muda o que pode realmente pagar. Muda é se o banco consegue ver isso, que é um problema diferente e com um prazo mais curto. Q: Quanto posso pedir emprestado para um crédito habitação? A: Os bancos aplicam vários testes e apresentam o valor mais baixo: um multiplicador de rendimento, normalmente entre quatro e quatro vezes e meia o rendimento anual bruto; um limite de taxa de esforço, definido por regulação em vários mercados; uma avaliação completa da sua solvabilidade, ou seja, rendimento real menos despesas fixas; e um limite LTV baseado no imóvel. O que limita varia de cliente para cliente, e saber qual é diz-lhe o que realmente mudaria o valor. Q: Porque é que a proposta do banco é mais baixa do que o simulador online? A: Normalmente por uma de três razões. Dívidas existentes — um crédito automóvel ou um limite de cartão de crédito — reduziram o valor de solvabilidade, muitas vezes muito mais do que se espera. Parte do seu rendimento foi descontada: bónus, horas extra, lucros de trabalho independente e rendas são todos considerados apenas parcialmente ou em média. Ou o teste de stress foi aplicado, porque o banco tem de verificar se conseguiria pagar com uma taxa dois ou três pontos acima da oferecida, não com a taxa oferecida. Q: Pagar um crédito automóvel aumenta quanto posso pedir emprestado? A: Muitas vezes de forma significativa. A solvabilidade é calculada pelo rendimento menos pagamentos fixos, por isso eliminar uma obrigação mensal liberta esse valor para a prestação do crédito habitação — e como a prestação é capitalizada em vinte e cinco ou trinta anos, um pagamento de algumas centenas por mês pode equivaler a dezenas de milhares em capacidade de empréstimo. Liquide-o vários meses antes de pedir o empréstimo para que os extratos que o banco analisa já estejam limpos. ## Como se Calculam os Juros do Empréstimo à Habitação, Mês a Mês https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/como-se-calcula-juros-emprestimo-habitacao-mes-a-mes Atualizado a 2026-08-06 · Taxas e custos - Os juros incidem sobre o saldo em dívida, e todas as características menos intuitivas dos empréstimos à habitação vêm daí. - A prestação é constante mas a repartição muda: no início predominam os juros, no fim o capital. - Regimes diário, mensal e anual mudam quando uma amortização começa a fazer efeito. - Dividir a taxa nominal anual por doze é uma convenção, não um cálculo de capitalização — por isso três taxas podem descrever o mesmo empréstimo. - Amortize cedo e pergunte se a amortização reduz o prazo ou a prestação; o prazo poupa mais. Aqui está a frase que explica quase tudo sobre os juros do empréstimo à habitação: são cobrados sobre o saldo em dívida, não sobre o valor inicialmente pedido emprestado. Tudo o que parece estranho nos empréstimos à habitação parte daqui. Porque é que nos primeiros anos parece que nada muda. Porque é que uma amortização antecipada no segundo ano poupa várias vezes mais do que o mesmo valor no vigésimo. Porque é que um prazo mais longo custa tanto mais no total, apesar de a prestação mensal ser mais baixa. ### O ciclo mensal Todos os meses, três coisas acontecem por esta ordem. O banco calcula os juros sobre o saldo em dívida. A sua prestação é paga. O que sobra da prestação, depois dos juros, reduz o saldo. Depois, o ciclo repete-se sobre um valor ligeiramente menor. - Os juros do mês são o saldo multiplicado pela taxa mensal. - A prestação é aplicada: primeiro aos juros, depois ao capital. - O saldo desce pelo valor do capital amortizado. - No mês seguinte, os juros incidem sobre o novo saldo, mais baixo. Como o saldo desce devagar no início, também os juros caem lentamente — por isso é que o progresso parece invisível nos primeiros anos e acelera mais tarde. ### Um mês exemplificativo Saldo de 200.000, taxa nominal de 4,8%, logo a taxa mensal é 0,4%. Os juros do mês são 800. Se a prestação for 1.146, então 346 reduzem o saldo, ficando 199.654. No mês seguinte, os juros são 798,62 e 347,38 vão para capital. A mudança é pequena todos os meses, mas constante ao longo dos trezentos meses. | 1 | 200.000 | 800,00 | 346,00 | | 2 | 199.654 | 798,62 | 347,38 | | 60 | 174.900 | 699,60 | 446,40 | | 180 | 118.400 | 473,60 | 672,40 | | 300 | 1.141 | 4,56 | 1.141,00 | Valores ilustrativos arredondados para facilitar a leitura. O importante é o padrão, não os cêntimos. ### Juros anuais, mensais e diários Os mercados diferem na forma como aplicam os juros ao longo do ano, e a diferença é pequena mas real. O mais comum é o regime mensal — recalcular o saldo todos os meses. O regime diário aplica juros ao saldo real de cada dia, tornando as amortizações antecipadas eficazes de imediato, em vez de só no mês seguinte. O regime anual, antes comum, é agora raro e menos vantajoso para o cliente. | Regime diário | Juros calculados diariamente sobre o saldo | Amortizações contam de imediato | | Regime mensal | Saldo recalculado mensalmente | Amortizações contam no ciclo seguinte | | Regime anual | Saldo recalculado uma vez por ano | Uma amortização pode ficar meses sem efeito | Se pensa amortizar regularmente, pergunte qual o método usado pelo banco. No regime diário, a amortização começa a poupar no próprio dia. ### Porque se divide a taxa nominal por doze Dividir a taxa nominal anual por doze é uma convenção, não um cálculo de capitalização. O verdadeiro equivalente mensal de uma taxa anual efetiva de 4,8% seria ligeiramente inferior a 0,4%, porque capitalizar doze vezes gera um valor um pouco acima da taxa anual. Nos principais mercados, os bancos apresentam a taxa nominal anual e dividem por doze — é assim que o nosso simulador calcula, com uma exceção. - Na maioria dos mercados, apresenta-se a taxa nominal anual; a taxa mensal é essa dividida por doze. - Os bancos turcos apresentam a taxa mensal diretamente, por isso o simulador usa-a como está e mostra a equivalente anual ao lado. - A taxa anual efetiva é sempre ligeiramente superior à nominal, devido à capitalização. - A TAEG é calculada com base na taxa efetiva e inclui comissões, por isso é superior à nominal. É por isto que três percentagens diferentes podem descrever o mesmo empréstimo sem nenhuma estar errada. Confirme qual está a comparar. ### O que isto significa na prática - Se vai amortizar, faça-o cedo — o mesmo valor retira juros a todos os meses que faltam. - Uma subida da taxa dói mais quando o saldo é maior, ou seja, no início do prazo. - Reduzir o prazo poupa mais do que baixar a prestação ao amortizar; pergunte ao banco qual das opções aplicam. - No regime diário, amortizar antes do ciclo mensal vale ligeiramente mais. - O valor total dos juros — não a prestação mensal — é o número que mostra quanto custa a escolha do prazo. O nosso simulador mostra o detalhe ano a ano precisamente por isto. A prestação mensal é o que pode pagar; a coluna dos juros é o que está a comprar. Q: Os juros do empréstimo à habitação são calculados sobre o valor inicial ou o saldo? A: Sobre o saldo em dívida. Todos os meses, o banco multiplica o que ainda deve pela taxa mensal, e esse é o juro desse mês; o resto da prestação reduz o saldo. Como o saldo desce, também o valor dos juros diminui e a parte de capital da prestação cresce. Este é o facto que explica a amortização, porque é que os primeiros anos parecem lentos e porque é que uma amortização antecipada no início vale muito mais do que no fim. Q: O que são juros diários num empréstimo à habitação? A: O regime diário significa que o banco calcula os juros sobre o saldo real de cada dia, em vez de um saldo fixado uma vez por mês ou por ano. Na prática, isto faz com que uma amortização comece a reduzir os juros no próprio dia em que entra, em vez de esperar pela próxima atualização mensal. Se pensa amortizar regularmente, vale a pena perguntar qual o método do banco antes de escolher o produto. Q: Amortizar antecipadamente o empréstimo à habitação poupa assim tanto? A: Sim, e muito mais se o fizer cedo. Uma amortização retira esse valor ao saldo de todos os meses que faltam, por isso a poupança multiplica-se ao longo do prazo — é por isso que o mesmo valor amortizado no segundo ano pode poupar várias vezes mais do que no vigésimo. Duas coisas a confirmar: se o seu banco permite a amortização sem penalização e se reduz o prazo ou a prestação. Reduzir o prazo poupa muito mais. ## TAEG e Comissões: Porque a Taxa Mais Baixa Pode Sair Cara https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/taeg-e-comissoes-explicadas Atualizado a 2026-08-06 · Taxas e custos - Uma comissão é fixa e a poupança na taxa é proporcional, por isso comissões elevadas compensam em empréstimos grandes e empréstimos pequenos beneficiam de produtos sem comissão. - A TAEG inclui comissões obrigatórias mas assume que mantém o empréstimo até ao fim, o que raramente acontece em taxas fixas curtas. - Para períodos fixos curtos, compare o custo total nesse período incluindo comissões — muitas vezes inverte a ordem das taxas. - Adicionar a comissão de contratação ao empréstimo é um pequeno crédito de longo prazo à taxa do crédito habitação, não apenas uma facilidade administrativa. - Impostos de compra e custos legais costumam ser maiores do que as comissões do banco e não podem ser financiados. Duas propostas. Uma a 4,2% com uma comissão de 2.000, outra a 4,5% sem comissão. Qual é a mais barata? A resposta depende totalmente do valor que vai pedir emprestado e do prazo, razão pela qual a taxa em destaque não resolve a questão e porque existe a TAEG. É também por isso que as mesmas duas propostas podem ser melhores para clientes diferentes, e porque uma tabela que ordena apenas pela taxa pode ser enganadora. ### O que é a TAEG A TAEG — ou TAEG Global em muitos países europeus — expressa o custo total do crédito, incluindo comissões obrigatórias, como uma percentagem anual única ao longo de todo o prazo. Existe precisamente para que duas propostas com estruturas de comissões diferentes possam ser comparadas com um só número, sendo por isso obrigatória na maioria dos mercados. - Inclui os juros e as comissões obrigatórias cobradas pelo banco. - Normalmente inclui seguros obrigatórios exigidos pelo banco. - Parte do princípio que mantém o empréstimo durante todo o prazo — o que é uma suposição importante. - Não inclui custos de terceiros que teria de pagar de qualquer forma: impostos de compra, notário, comissão de agência. - Não consegue prever o que fará uma taxa variável, por isso em produtos variáveis é apenas ilustrativa. A suposição de manter o empréstimo até ao fim é a principal limitação. Se tiver uma taxa fixa a dois anos num prazo de vinte e cinco, a TAEG dilui a comissão por vinte e cinco anos — mas terá de a pagar novamente daqui a dois anos ao transferir o crédito. ### A matemática entre comissão e taxa O equilíbrio é simples quando se coloca no papel. Uma comissão é um valor fixo; uma diferença de taxa é proporcional ao montante em dívida. Assim, uma comissão elevada compensa num empréstimo grande e não num pequeno — e o ponto de equilíbrio é fácil de calcular. | 100.000 | Cerca de 300 | 1.000 por ano | Sem comissão | | 250.000 | Cerca de 750 | 1.000 por ano | Sem comissão, por pouco | | 400.000 | Cerca de 1.200 | 1.000 por ano | Pagar a comissão | | 600.000 | Cerca de 1.800 | 1.000 por ano | Pagar claramente a comissão | Valores aproximados sobre o capital em dívida e não a poupança amortizada exata, o que é suficiente para decidir. O importante é o padrão: comissões favorecem empréstimos grandes, e o ponto de equilíbrio está entre um quarto e um terço de milhão num produto a dois anos. ### As comissões que vai encontrar | Comissão de contratação / de produto | Banco | Por vezes pode ser adicionada ao empréstimo — o que significa pagar juros sobre ela | | Comissão de reserva | Banco | Frequentemente não reembolsável mesmo que o pedido não seja aprovado | | Comissão de avaliação | Banco | Muitas vezes dispensada como incentivo | | Honorários legais | Solicitador | Por vezes suportados pelo banco em transferências de crédito | | Comissão de intermediário | Intermediário | Pergunte se também recebem do banco | | Comissão de reembolso antecipado | Banco | Não é um custo hoje; só se as condições mudarem | | Comissão de saída / entrega de documentos | Banco | Pequena, no final | Adicionar a comissão de contratação ao empréstimo é uma facilidade e equivale a um pequeno empréstimo à taxa do crédito habitação durante todo o prazo. Num crédito de taxa fixa longa pode duplicar o custo efetivo da comissão. ### O que a TAEG não mostra e o que comparar em vez disso Em qualquer produto em que o período fixo seja mais curto que o prazo total, a comparação útil é o custo total durante o período fixo e não a TAEG ao longo do prazo. É uma soma simples e ordena corretamente as propostas para o horizonte real que enfrenta. - Multiplique a prestação mensal pela duração do período fixo. - Adicione todas as comissões que terá de pagar para obter o produto. - Subtraia a redução do capital obtida nesse período — uma taxa mais alta amortiza menos capital. - Compare esse total entre propostas. - Depois veja a taxa de referência, pois indica o que acontece se não fizer nada no fim do período fixo. É isto que faz um bom intermediário e não é complicado. Muitas vezes inverte a ordem das propostas que uma tabela ordenada pela taxa apresenta. ### Comissões que não são do banco Mais uma distinção importante: as comissões do banco são negociáveis — pode escolher outro produto — enquanto os impostos e custos legais não o são. Em vários mercados europeus, este segundo grupo é muito maior do que o primeiro e é pago a pronto, não a crédito. - Imposto de selo ou imposto de transmissão — o maior custo inicial na maioria das compras em Portugal e Europa. - Custos de notário e registo, tabelados por lei em França, Alemanha, Itália e outros países. - Comissão de agência imobiliária, que em alguns mercados é paga pelo comprador e noutros não. - Custos de peritagem, que são seus e não do banco. - Custos de mudança, que ninguém orçamenta mas todos acabam por pagar. O nosso simulador discrimina estes custos por país, porque comparar taxas sem considerar um imposto de transmissão de oito por cento é responder a uma questão muito mais pequena do que a que o comprador realmente tem. Q: O que é a TAEG num crédito habitação? A: A TAEG — ou TAEG Global em muitos países europeus — é o custo total do crédito expresso como uma percentagem anual única, incluindo juros e comissões obrigatórias, diluído ao longo de todo o prazo. Existe para que duas propostas com diferentes estruturas de comissões possam ser comparadas com um só número, sendo obrigatória na maioria dos mercados. A sua principal limitação é assumir que mantém o empréstimo até ao fim, o que raramente acontece quando os períodos fixos são curtos. Q: Uma taxa de juro mais baixa é sempre a melhor opção? A: Não. Uma comissão é um valor fixo enquanto a poupança na taxa é proporcional ao montante em dívida, por isso uma taxa baixa com uma comissão de contratação elevada compensa num empréstimo grande e não num pequeno. Num produto a dois anos, o ponto de equilíbrio costuma estar entre um quarto e um terço de milhão: abaixo disso normalmente compensa a opção sem comissão, acima disso compensa pagar a comissão. Compare o custo total durante o período fixo, incluindo comissões, e não apenas a taxa. Q: Devo adicionar a comissão de contratação ao empréstimo? A: Só se não conseguir pagá-la à cabeça. Adicioná-la significa pedir esse valor emprestado à taxa do crédito habitação durante o prazo restante, por isso num crédito de taxa fixa longa uma comissão de dois mil pode acabar por custar bem mais do que dois mil. É apresentada como uma facilidade e funciona como um pequeno empréstimo de longo prazo. Se o dinheiro estiver curto na escritura pode ser a melhor solução — mas saiba que é uma decisão de financiamento, não apenas administrativa. ## Fixa ou variável? A decisão é sobre o seu orçamento, não o mercado https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/taxa-fixa-ou-variavel-credito-habitacao Atualizado a 2026-08-05 · Taxas e custos - A pergunta que se pode responder não é para onde vão as taxas, mas se conseguiria suportar uma subida de três pontos. - Período fixo e prazo total são coisas diferentes; em Portugal e Espanha podem coincidir, mas no Reino Unido diferem muito. - A taxa de reversão após um fixo curto é onde está a maior parte do custo — marque o fim do fixo na agenda. - Existem empréstimos mistos, variáveis com teto, drop-lock e produtos offset, raramente publicitados. - Compare TAEG e custo total durante o período fixo antes de olhar para as prestações mensais. Quase todos os artigos sobre esta questão tentam respondê-la prevendo as taxas de juro. Essa é a pergunta errada, porque ninguém — nem mesmo quem as define — sabe onde estarão as taxas daqui a quatro anos. A pergunta que se pode responder é outra: o que acontece ao seu orçamento familiar se a prestação subir dois ou três pontos percentuais? Se a resposta for desconfortável em vez de apenas irritante, está a comprar certeza, e o pequeno prémio de uma taxa fixa é o preço dessa certeza. ### O que são realmente as duas opções Uma taxa fixa é garantida durante um período definido. Uma taxa variável muda, seja à discrição do banco ou acompanhando uma taxa de referência publicada, como a Euribor ou a taxa diretora do banco central. O detalhe crítico é que o período fixo e o prazo total são coisas diferentes, e em vários mercados diferem bastante. | Estados Unidos | 30 anos | Todo o prazo | | França, Países Baixos | 20–30 anos | Normalmente todo o prazo | | Alemanha | 10–15 anos | Janela longa dentro de um prazo maior | | Reino Unido | 2–5 anos | Janela curta num prazo de 25–40 anos | | Espanha, Portugal, Itália | Fixa e variável ambas comuns | Depende do produto | | Polónia, Suécia | Fixações curtas ou variável | Revisões frequentes | Uma taxa fixa a cinco anos no Reino Unido e uma a vinte e cinco anos em França são ambas chamadas de taxa fixa, mas não são o mesmo produto. É por isso que conselhos traduzidos entre mercados são tantas vezes errados. ### A taxa de reversão é onde está o custo Quando o período fixo é mais curto que o prazo total, o que acontece no fim desse período importa mais do que o valor inicial. A maioria dos bancos coloca-o numa taxa variável padrão que é substancialmente mais alta, e as taxas fixas curtas mais baratas são frequentemente as que têm a reversão menos atrativa. O hábito saudável é tratar o fim do período fixo como um compromisso na agenda, não uma surpresa: comece a procurar três a seis meses antes. - Anote a taxa de reversão quando contrata o produto, não quando lá chegar. - Marque o fim do período fixo na agenda com três a seis meses de antecedência. - Verifique a comissão de reembolso antecipado — normalmente termina antes do fim do fixo, permitindo mudar sem custos. - Mudar para um novo produto é normal, esperado e onde está a maior parte da poupança. ### A comparação que realmente decide | Conseguia suportar uma subida de 3 pontos? | Não | Sim, sem dificuldade | | O orçamento está apertado mês a mês? | Sim | Não | | Pode reembolsar antecipadamente ou mudar em breve? | Só com fixo curto | Sim — normalmente sem penalização | | A diferença de taxas é grande hoje? | Não — a certeza é barata | Sim — o desconto é dinheiro real | | O seu rendimento é variável? | Sim | Não | | Tem poupanças significativas? | Não é decisivo | Sim — pode absorver oscilações | Note que duas destas perguntas são sobre a sua situação e só uma é sobre o mercado. Essa proporção é a honesta. ### As opções intermédias A escolha nem sempre é binária. Vários mercados oferecem soluções que ficam a meio caminho, e vale a pena perguntar por elas explicitamente porque raramente são publicitadas. - Empréstimos mistos — parte fixa, parte variável, dividindo o risco nos dois sentidos. - Variável com teto — acompanha a taxa de referência mas não pode ultrapassar um limite. - Drop-lock — produto variável com direito contratual a passar para fixa mais tarde. - Offset — as poupanças reduzem o saldo sobre o qual incidem juros, útil se tem liquidez. - Fixo curto sem penalização de saída — certeza a curto prazo, liberdade para mudar. O empréstimo misto é o mais subestimado. Não é tanto um compromisso, mas sim o reconhecimento de que não sabe o futuro, que é a posição mais realista. ### Como deve ser feita a comparação - Compare a TAEG, não apenas a taxa: a comissão faz mais diferença num empréstimo pequeno do que a taxa. - Compare o custo total durante o período fixo, incluindo comissões, em vez da prestação mensal. - Anote a taxa de reversão e calcule a prestação a essa taxa. - Calcule a prestação com mais três pontos percentuais e veja se é suportável. - Verifique a comissão de reembolso antecipado e a possibilidade de amortização anual. - Só depois compare as prestações mensais. A ordem importa. Comparar prestações mensais primeiro é como um produto com comissão alta e reversão cara ganha uma comparação que devia perder. Q: É melhor taxa fixa ou variável no crédito habitação? A: Nenhuma é melhor em abstrato — depende da sua capacidade de suportar uma subida, não de previsões. A taxa fixa garante uma prestação conhecida e normalmente custa um pouco mais no início; a variável começa mais baixa e acompanha uma taxa de referência. O teste honesto é matemático: calcule a prestação com mais três pontos percentuais do que a taxa proposta e pergunte-se se seria desconfortável ou apenas irritante. Se for desconfortável, compre a certeza. Q: O que acontece quando termina o meu período fixo? A: Passa para a taxa de reversão do banco, que normalmente é bastante mais alta, a menos que tenha tratado de outra solução antes. É aqui que se perde muito dinheiro de forma discreta. A comissão de reembolso antecipado normalmente termina no fim ou antes do fim do período fixo, por isso mudar nessa altura não tem custos, e os bancos oferecem novos produtos aos clientes atuais. Comece a procurar três a seis meses antes do fim do fixo, não no próprio mês. Q: Posso mudar de taxa variável para fixa? A: Normalmente sim, embora as condições variem. Alguns produtos variáveis têm direito contratual a converter para taxa fixa — às vezes chamados de drop-lock. Caso contrário, terá de fazer uma nova hipoteca, seja com o seu banco atual ou outro. Verifique primeiro se há comissão de reembolso antecipado: produtos puramente variáveis muitas vezes não têm, o que é uma das suas vantagens reais, mas não é regra. ## Termos do Crédito Habitação Explicados: As Palavras em Cada Proposta https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/glossario-termos-credito-habitacao Atualizado a 2026-08-05 · Noções básicas sobre crédito à habitação - A taxa anunciada é o número que as pessoas comparam e o que menos determina o que vão pagar. - A APR inclui comissões obrigatórias e é a única comparação justa entre propostas. - O LTV é definido por escalões, por isso uma pequena alteração na entrada pode mudar a taxa para todo o prazo. - A taxa de reversão após um fixo curto é o termo mais ignorado e mais caro. - Vários termos existem apenas num mercado, razão pela qual conselhos traduzidos são tantas vezes errados. Os documentos de crédito habitação são escritos num vocabulário preciso, pouco familiar e quase nunca explicado no momento da decisão. Essa combinação sai cara: a maioria das pessoas compara apenas o número que reconhece, a taxa de juro anunciada, que raramente corresponde ao que vai pagar. Esta é a lista dos termos que mudam a resposta, agrupados conforme o momento em que surgem. ### Os termos da taxa | Taxa nominal | A taxa de juro em si, antes de comissões | O número do anúncio | | APR / APRC | Taxa incluindo comissões obrigatórias ao longo do prazo | A única forma justa de comparar duas propostas | | Período fixo | Duração da garantia da taxa | Normalmente muito mais curto que o prazo total | | Variável / indexada | Taxa que acompanha uma taxa de referência | Começa mais baixa, evolução incerta | | Taxa de reversão | Taxa aplicada após o fim do período fixo | Quase sempre muito mais alta — a armadilha de um fixo barato de dois anos | | Taxa de referência | Euribor, taxa base, índice externo | O valor a que a taxa variável está associada | A taxa de reversão é o termo mais frequentemente ignorado e mais caro. Um fixo curto muito barato seguido de uma reversão cara é uma estratégia de marketing, não uma pechincha. ### Os termos do montante | Capital | O valor emprestado ainda em dívida | | Entrada | O dinheiro próprio investido na compra | | LTV | Loan to value: empréstimo como percentagem do valor do imóvel | | Equidade | A parte do valor do imóvel que é sua | | Equidade negativa | Quando o empréstimo excede o valor do imóvel | | Amortização | O processo de reembolso do capital ao longo do prazo | O LTV é o número a optimizar. As taxas são definidas por escalões — normalmente a 90, 80, 75 e 60 por cento — e passar de pouco acima para pouco abaixo de um escalão pode poupar mais do que qualquer negociação. ### Os termos da solvabilidade - DTI — dívida sobre rendimento. Pagamentos totais de dívida como percentagem do rendimento bruto. Vários mercados impõem limites por regulação. - Multiplicador de rendimento. O empréstimo expresso como múltiplo do rendimento anual; um limite aproximado usado juntamente com o DTI. - Teste de esforço. Avalia se os pagamentos continuam viáveis com uma taxa significativamente superior à proposta. - Avaliação de solvabilidade. Análise completa do banco: rendimento, compromissos, dependentes, despesas essenciais. - Autodeclaração. Empréstimo com base em rendimento declarado e não comprovado — proibido ou fortemente limitado na maioria dos mercados regulados desde 2008. O DTI e o teste de esforço são os que mais surpreendem. Um pagamento perfeitamente comportável pode ser recusado porque, numa taxa hipoteticamente mais alta, já não seria. ### Os termos das comissões e saída | Comissão de contratação / produto | Comissão do banco pelo produto específico | Valor fixo ou percentagem do empréstimo | | Comissão de avaliação | Avaliação do imóvel pelo banco | Pequena, por vezes dispensada | | Penalização por reembolso antecipado | Penalização por reembolsar ou sair durante o período fixo | Normalmente percentagem do saldo, decrescendo a cada ano | | Limite de reembolso antecipado | Quanto pode reembolsar sem penalização | Geralmente cerca de um décimo do saldo por ano | | Portabilidade | Transferir o produto atual para outro imóvel | Evita a penalização de saída se o banco permitir | | Comissão de saída / libertação de hipoteca | Comissão administrativa no final | Pequena mas real | A penalização por reembolso antecipado e o limite de reembolso são o par que determina se um produto serve para quem pode mudar de casa, receber uma herança ou um prémio. ### Termos específicos de cada mercado Vários termos existem apenas num país, razão pela qual conselhos de crédito habitação traduzidos são tantas vezes errados. Eis alguns dos mais comuns, para que os reconheça se os encontrar. - Points (Estados Unidos) — pagar uma comissão inicial para obter uma taxa mais baixa. - Imposto de selo (Reino Unido e outros) — imposto sobre a compra, escalonado por valor. - Comissão de notário / Notar (França, Alemanha e outros) — custos legais obrigatórios, não negociáveis. - Requisito de amortização (Suécia) — reembolso mínimo obrigatório definido pelo LTV. - Dedução de juros do crédito habitação (Países Baixos e outros) — regime fiscal que reduz o custo líquido dos juros. - Garantia (França) — alternativa ao registo de hipoteca, com comissão própria. Ao comparar entre países, compare o custo total do crédito no mesmo horizonte, não apenas a taxa. A taxa é o elemento menos provável de significar o mesmo em ambos os lados. Q: Qual a diferença entre a taxa de juro e a APR? A: A taxa de juro nominal é apenas o custo de pedir dinheiro emprestado. A APR — ou APRC em grande parte da Europa — inclui também as comissões obrigatórias, distribuídas ao longo do prazo e expressas como percentagem anual. Duas propostas com a mesma taxa anunciada podem ter APRs muito diferentes se uma tiver uma comissão de contratação elevada ou seguro obrigatório, e é precisamente por isso que esta métrica existe e é a única forma justa de comparar duas propostas. Q: O que significa LTV e porque é importante? A: Loan to value: o empréstimo expresso como percentagem do valor do imóvel. É importante porque as taxas são definidas por escalões e não de forma contínua — normalmente a 90, 80, 75 e 60 por cento — por isso uma pequena alteração na entrada que o faça mudar de escalão pode baixar a taxa para todo o prazo. Também determina se é necessário seguro de crédito habitação em mercados que o exigem, e é o número que indica se está em equidade negativa caso os preços desçam. Q: O que é a penalização por reembolso antecipado? A: É uma penalização por reembolsar parte ou a totalidade do empréstimo, ou por mudar de banco, durante o período de taxa fixa. Normalmente corresponde a uma percentagem do saldo reembolsado, descendo a cada ano do fixo. A maioria dos produtos permite um certo valor de reembolso extra por ano sem penalização — geralmente cerca de dez por cento do saldo. Se existe hipótese de mudar de casa, vender ou receber um montante durante o período fixo, esse limite e a penalização são mais importantes de comparar do que uma pequena diferença na taxa. ## Como Funciona Realmente um Empréstimo Habitação, Do Início ao Fim https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/como-funciona-um-emprestimo-habitacao Atualizado a 2026-08-04 · Noções básicas sobre crédito à habitação - Um empréstimo habitação é um crédito mais uma garantia sobre o imóvel, e é essa garantia que explica a taxa baixa e o processo demorado. - O loan to value é o principal fator de preço, juntamente com a estabilidade do rendimento, compromissos existentes e histórico de crédito. - O valor de capacidade financeira e a pré-aprovação são indicativos; a proposta formal é o primeiro documento vinculativo. - Uma avaliação em baixa é a alteração mais comum nas fases finais, pois muda o LTV e, por isso, a faixa de taxa. - Se as prestações se tornarem difíceis, contactar o banco cedo abre opções que desaparecem quando há atraso no pagamento. Um empréstimo habitação são duas coisas ao mesmo tempo, e confundi-las é a origem da maioria dos equívocos. É um empréstimo, e é uma garantia sobre o imóvel — o direito do banco de tomar e vender a casa se o empréstimo não for pago. É esta segunda parte que faz com que o dinheiro seja barato em comparação com outros créditos, e também o motivo pelo qual o processo é mais lento e intrusivo do que qualquer outro pedido de empréstimo. ### A garantia é o essencial Um empréstimo sem garantia é avaliado quase só pelo risco de não ser pago. Um empréstimo habitação é avaliado por esse risco mais o valor que o banco pode recuperar se não pagar. Por isso é que as taxas de juro são muito mais baixas do que num cartão de crédito, porque o banco exige avaliar o imóvel e porque o valor máximo que pode pedir depende tanto do imóvel como do seu rendimento. - O banco regista uma hipoteca sobre o imóvel, o que justifica a taxa de registo. - Loan to value — o empréstimo como percentagem do valor do imóvel — é o principal fator de preço. - A avaliação protege o banco, não o cliente; uma vistoria é outra coisa, paga à parte. - Normalmente não pode vender sem liquidar o empréstimo, pois a hipoteca tem de ser cancelada. É também por isto que um empréstimo habitação demora semanas e não minutos. A maior parte do tempo é o trabalho jurídico de definir o que está a ser dado como garantia e contra o quê. ### As etapas e o que ainda pode mudar | Avaliação de capacidade financeira | Valor indicativo com base nos rendimentos e despesas | Sim — nada foi verificado | | Pré-aprovação | Avaliação preliminar, muitas vezes com consulta de crédito | Sim — não é uma proposta | | Candidatura completa | Documentos entregues e verificados | Sim | | Avaliação do imóvel | O banco avalia o imóvel | Sim — uma avaliação em baixa altera o LTV e a taxa | | Proposta formal | Vinculativa, com prazo de validade | Raramente, mas podem existir condições | | Escritura | Libertação dos fundos, registo da hipoteca | Não | As duas etapas que as pessoas tratam como finais são precisamente as que não o são: o valor de capacidade financeira e a pré-aprovação são ambos indicativos. A proposta formal é o primeiro documento vinculativo. ### O que o banco avalia de facto - Rendimento — o valor, mas sobretudo a estabilidade e como é comprovado. - Compromissos existentes — créditos, cartões, financiamento automóvel e dependentes, que reduzem o valor disponível para o empréstimo habitação. - Montante de entrada — tanto como percentagem do preço como prova da sua origem. - Histórico de crédito — o padrão, não apenas um valor numérico. - O imóvel — tipo, construção, estado e facilidade de venda. - Resistência ao stress — se as prestações continuam comportáveis com uma taxa superior à proposta. Dois candidatos com rendimentos idênticos recebem respostas diferentes por causa dos pontos dois, quatro e cinco. O rendimento é o foco de todos, mas raramente é o fator decisivo. ### O que deve pagar e o que acontece se não conseguir A obrigação é pagar a prestação acordada a tempo durante todo o prazo. O não pagamento segue uma escalada definida, e o mais importante é saber que os primeiros passos são de cooperação e não de punição, na maioria dos mercados regulados — os bancos preferem renegociar do que executar a hipoteca, porque a execução é lenta e cara também para eles. - Contacte o banco antes de falhar um pagamento, não depois; as opções são mais amplas enquanto a conta está regular. - Soluções comuns incluem moratória temporária, passar a pagar só juros durante um período ou alargar o prazo do empréstimo. - As dívidas em atraso são comunicadas às centrais de crédito e afetam futuros pedidos de financiamento. - A execução da hipoteca é o último recurso e, na maioria dos mercados regulados, exige processo judicial. - O aconselhamento independente sobre dívidas é gratuito em muitos países e vale a pena recorrer cedo. Esta é a secção que ninguém lê antes de assinar e a que mais importa se a situação mudar. Saber que o primeiro contacto deve partir de si, e logo no início, é o essencial. ### Como termina o empréstimo habitação Três caminhos, e só um é o aborrecido. Pode pagar o empréstimo até ao fim do prazo e a hipoteca é cancelada. Pode vender o imóvel, e o empréstimo é liquidado com o valor da venda na escritura. Ou pode transferir — um novo empréstimo paga o antigo, razão pela qual pode existir uma comissão de reembolso antecipado. Atenção ao caso intermédio: vender não transfere o empréstimo na maioria dos mercados, liquida-o. Alguns bancos permitem transferir o produto para outro imóvel, o que vale a pena perguntar antes de fixar a taxa por muitos anos. Q: Qual é a diferença entre um empréstimo habitação e um crédito normal? A: Um empréstimo habitação tem garantia sobre o imóvel. O banco regista uma hipoteca, o que lhe dá o direito de tomar e vender a casa se o empréstimo não for pago, e essa garantia é o motivo pelo qual a taxa de juro é muito inferior à dos créditos sem garantia. É também por isso que o processo é mais lento e intrusivo: grande parte do tempo é trabalho jurídico para definir exatamente o que está a ser dado como garantia, e o banco avalia o imóvel para proteger a sua posição, não a sua. Q: Uma pré-aprovação é o mesmo que uma proposta de empréstimo habitação? A: Não, e tratar como se fosse pode causar problemas sérios. A pré-aprovação é uma avaliação indicativa, muitas vezes baseada nas informações que forneceu e numa consulta leve ao crédito, e pode ser retirada. A proposta formal surge depois da candidatura completa, verificação de documentos e avaliação do imóvel, e é o primeiro documento vinculativo do processo. Uma avaliação em baixa do imóvel ou uma inconsistência nos documentos pode alterar ou cancelar o acordo em qualquer momento antes dessa proposta. Q: O que acontece se não conseguir pagar o empréstimo habitação? A: Contacte o banco antes de falhar um pagamento — as opções disponíveis são muito mais amplas enquanto a conta está regularizada. Soluções comuns incluem uma moratória temporária, um período em que só paga juros ou o alargamento do prazo para baixar a prestação mensal. As dívidas em atraso são comunicadas às centrais de crédito. A execução da hipoteca é o último recurso e, na maioria dos mercados regulados, exige processo judicial; os bancos preferem renegociar, porque a execução é lenta e cara também para eles. ## Como Funciona uma Calculadora de Crédito Habitação: A Fórmula Explicada https://mortgagecalculator.siten.co/pt/guides/como-funciona-calculadora-credito-habitacao-formula Atualizado a 2026-08-04 · Noções básicas sobre crédito à habitação - Uma calculadora de crédito habitação resolve uma equação — a da anuidade — e repete uma subtração por mês. - Só quatro fatores alteram o resultado: montante financiado, taxa, prazo e (através do montante) entrada. - A prestação é constante mas a sua composição não: os juros dominam no início, por isso amortizar cedo vale mais. - O total de juros ao longo do prazo é o número que nenhum anúncio mostra e o que torna a decisão do prazo real. - Impostos e taxas de compra são muitas vezes maiores do que qualquer diferença de taxa e quase nunca são financiáveis. Uma calculadora de crédito habitação não faz nada de misterioso. Resolve uma única equação — a fórmula da anuidade — e repete uma subtração por cada mês do prazo. Saber a fórmula é importante por uma razão prática: mostra-lhe exatamente quais os quatro fatores que alteram o resultado e torna óbvio porque é que o valor do banco pode não coincidir com o seu. ### A fórmula Num empréstimo de reembolso clássico, a prestação mensal é fixa durante todo o prazo e é calculada para que a última prestação liquide exatamente a dívida. Escrito: prestação igual a P vezes i, dividido por um menos (um mais i) elevado a menos n. P é o montante financiado, i é a taxa de juro mensal — a taxa nominal anual dividida por doze — e n é o número de meses. - P — o montante financiado, que é o preço menos a sua entrada, não o preço total. - i — a taxa mensal. Uma taxa nominal anual de 4,8% equivale a 0,004 por mês. - n — meses, não anos. Um prazo de 25 anos são 300 meses. - Se a taxa for zero, a fórmula divide por zero; a prestação é simplesmente P dividido por n. Repare no que falta nessa lista. O seu rendimento não entra, nem o valor do imóvel exceto através da entrada. Esses fatores influenciam a taxa que lhe é proposta, não a aritmética depois de a ter. ### Exemplo prático Pedir 200.000 a 4,8% nominais durante 25 anos. A taxa mensal é 0,004 e o prazo são 300 meses. A fórmula devolve uma prestação de cerca de 1.146. Multiplicando por 300, terá pago aproximadamente 343.800 — dos quais cerca de 143.800 são juros, ou seja, mais de setenta por cento do valor financiado acrescido ao total. | Montante financiado | 200.000 | A prestação varia na mesma proporção | | Taxa | 4,8% | Muito não linear — o efeito aumenta com o prazo | | Prazo | 25 anos | Prazo maior, prestação menor, muito mais juros totais | | Entrada | Reduz P | Normalmente também permite aceder a uma taxa mais baixa | O valor mais surpreendente para a maioria dos primeiros compradores é o total de juros. Não aparece em nenhum anúncio e é o número que torna a decisão do prazo real. ### O que acontece mês a mês A prestação é constante, mas a sua composição não. Todos os meses os juros incidem sobre o saldo em dívida nesse momento; o que sobra da prestação abate ao capital. No início o saldo é elevado, logo a fatia de juros é grande e o progresso parece lento. Mais tarde, inverte-se. | Mês 1 | Cerca de 70% | Quase nada | | Ano 5 | Cerca de 60% | Cerca de 12% | | Ano 12 | Cerca de 45% | Cerca de 35% | | Ano 20 | Cerca de 20% | Cerca de 75% | | Último ano | Menos de 5% | O restante | É por isso que amortizar antecipadamente no início vale muito mais do que no fim: um pagamento extra cedo elimina juros em todos os meses que restam. ### O que quase todas as calculadoras omitem A fórmula devolve-lhe o reembolso do empréstimo. Não lhe diz o custo de comprar casa e, em muitos mercados, a diferença é enorme — impostos e taxas podem somar um décimo do preço e quase nunca são financiáveis, ou seja, têm de ser pagos em dinheiro além da entrada. - Impostos de compra — imposto de selo, imposto municipal, imposto de registo. A maior fatia na maioria dos mercados europeus. - Taxas de notário e registo, que em vários países são fixadas por lei e não negociáveis. - Comissões de abertura ou de produto cobradas pelo banco, por vezes financiáveis e outras não. - Seguros obrigatórios — seguro de crédito abaixo de um certo valor de entrada, ou seguro de vida incluído na proposta. - Regras obrigatórias de amortização, que em alguns mercados aumentam a prestação acima do valor da anuidade pura. A nossa calculadora inclui estes custos por mercado, porque uma prestação que consegue pagar numa casa que não consegue escriturar não é uma resposta útil. ### Porque é que o valor do banco será diferente - O banco apresenta a TAEG, que inclui comissões; a fórmula usa a taxa nominal. - Em vários mercados, o seguro obrigatório é incluído na prestação. - Os critérios de contagem de dias e arredondamentos variam entre bancos. - A taxa apresentada online é a melhor; a que lhe oferecem depende da entrada, rendimento e histórico de crédito. - Alguns produtos não são anuidades puras — períodos só de juros, prestações escalonadas ou amortizações obrigatórias. Uma calculadora mostra-lhe o enquadramento do negócio e as perguntas a fazer. Só a simulação vinculativa do banco lhe dá o contrato final. Q: Que fórmula usa uma calculadora de crédito habitação? A: A fórmula padrão da anuidade: a prestação mensal é igual ao montante financiado multiplicado pela taxa de juro mensal, dividido por um menos (um mais a taxa mensal) elevado a menos o número de meses. A taxa mensal é a taxa nominal anual dividida por doze e o número de meses é o prazo em anos vezes doze. Se a taxa for zero, a fórmula deixa de funcionar e a prestação é simplesmente o montante financiado dividido pelo número de meses. Q: Porque é que mais da minha prestação inicial vai para juros? A: Porque os juros incidem sobre o saldo em dívida, e no início esse saldo é máximo. A prestação é fixa, por isso se a fatia de juros é grande, o que sobra para abater ao capital é pouco. À medida que o saldo diminui, o valor dos juros também baixa e mais da mesma prestação vai para o capital. Num empréstimo típico a 25 anos, a primeira prestação pode ser cerca de setenta por cento juros e a última quase só capital. É também por isso que amortizar antecipadamente no início do prazo poupa muito mais do que o mesmo valor no fim. Q: Uma calculadora de crédito habitação inclui taxas e impostos? A: A maioria não inclui, e em muitos mercados essa omissão é mais relevante do que qualquer diferença na taxa. Impostos de compra, taxas de notário e registo, comissão de agência e comissões bancárias podem somar entre dois e dez por cento do preço, dependendo do país, e normalmente não podem ser financiados, pelo que têm de ser pagos em dinheiro juntamente com a entrada. A nossa calculadora discrimina estes custos por mercado precisamente por isso.